Se libertar da opressão é como um voo livre

quarta-feira, fevereiro 08, 2017


O problema não é ser gorda. Para eles o problema é você ser gorda e estar muito feliz no seu corpo gordo.

Se adequar ao padrão é não ser autêntico, não ter personalidade, perder a sua essência e a autonomia sobre sua vida.
Quando nós paramos e começamos a reparar que nossas vidas só nos cabem, podemos parar essas pessoas, tirar delas a munição de nos atingir, de atingir nossas mentes, nossos corações e nossos corpos com suas agressões cruéis e gratuitas...
Mas mesmo tendo essa consciência não podemos nos calar...
Temos que gritar mais alto que a opressão, temos que encorajar mais pessoas a terem essa consciência sobre quem elas são, sobre o poder que só elas tem sobre seus corpos. É uma luta árdua e incessante, onde a cada dia se mata um leão, a cada dia se engole o choro e continua a seguir.
Hoje eu sofro bem menos por mim mesma, pois essas pessoas não conseguem me atingir, mas sofro quando eu vejo outras mulheres passando pelo que eu já passei, sofro quando tento fazer com que elas entendam que seus corpos não são o fardo, que o fardo são o preconceito, a opressão e o padrão, é duro quando elas não querem sair de casa, quando se entregam a depressão, quando se entregam a meios de emagrecer de forma perigosa e psicologicamente doentia, quando se mutilam, quando a família é a primeira a oprimir, agredir e segregar, quando passam necessidade por não conseguirem um emprego mesmo tendo todos os requisitos profissionais...
Empoderar é ter poder sobre o conhecimento, elevar a auto-estima é se assegurar a cada dia de todo seu poder, o amor próprio é a raiz, que te faz crescer, se fortalecer e não deixar nunca que ninguém consiga te derrubar, é se amar abundantemente e enfraquecer todo desamor e ódio gratuito.
Quando eu me amei de verdade aprendi a não me calar, aprendi a sair pelas ruas da vida voando livre e com toda leveza do mundo, daquela que é capaz de ultrapassar qualquer obstáculo e nunca desistir de voar, nunca se cansar de sentir a dor e a delícia que é ser como se é e quer ser.
Agradeço a vocês, opressores, que me mostraram tudo que não quero ser: infeliz e um poço de desamor como cada um de vocês.

{Texto por: M. Christine}

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